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É preciso acreditar: O pequeno corredor – Daniel César

menino correndo

 

Estávamos brincando de Pique-Pega no intervalo do Cólegio, na parte de baixo do prédio. O prédio tinha uma entrada na frente, onde era o nosso pique. O objetivo desta brincadeira chamada Pique Pega é procurar quem está escondido, e ao encontrar sair correndo até o Pique, o primeiro que é o encontrado tem que falar o nome dele, caso o que é encontrado chegue primeiro ao pique , ele grita “1, 2, 3, Salve eu” , então estará salvo. O castigo é perder, e ter que correr atrás dos outros.

 

Lembro-me como se fosse hoje, eu não era um atleta, era um menino sedentário, não era bom em muita coisa, principalmente em corrida ai não era bom mesmo. Era uma dessas crianças que só sai de casa para o colégio e do colégio para casa. Nem uma partidinha de futebol eu jogava, não era costume na minha família nos levar para brincar.

 

Sei que este dia, eu e outro colega que não me lembro quem estávamos na ponta do colégio, quando fomos descobertos do nosso esconderijo por Rodrigo.

 

Rodrigo era um menino loiro, alto, forte, uns 20 centimetros mais alto que eu, talvez porque fosse um pouco mais velho, talvez 2 anos, eu estava bem adiantado para a minha série. Sei que Rodrigo nos viu e saiu correndo pelo lado direito do prédio para ir para o pique, e eu do lado esquerdo. Não sei se foi Paulo, se foi o Gláucius, ou quem foi, que me deu aquela aquela palavra. Eu sei que quando eu vi Rodrigo sair correndo, na hora eu desanimei, até porque as pernas dele eram bem maiores que a minha, mas quando ouvia o colega me dizendo assim: – Corre Daniel, o Rodrigo é gordo, corre que você chega primeiro, vai, você dá conta, você consegue.

 

Aquela palavra parece que bateu tão forte no meu coração, foi tão intensa, acho que fui impactado, alguém acreditava em mim, foi como se aquele Daniel franzino, fraquinho, não existisse mais, e eu comecei a correr em direção do pique, Rodrigo corria de um lado do prédio e eu do outro lado, para a mesma direção, talvez ele não esperasse que eu estivesse indo tão depressa.

 

Mas a emoção foi tão grande, foi como seu começasse a voar, eu me senti leve, aquela palavra você consegue foi demais, eu corri com todas as forças, senti como se meus pés mal tocassem o solo, foi inesquecível, o suor, o vento em meu rosto, a velocidade.

 

E chegamos na ponta do prédio, ele me viu se assustou e gritou um palavrão: -K!!!O!!!!

 

Eu corri e cheguei na frente, gritei meu nome e de Paulo, “salve eu”, só teve um problema, o menino gordo bateu de frente comigo e cai no chão atropelado de costas para o chão, não me machuquei muito, mas a sensação foi maravilhosa, foi como se  naquele momento, eu tivesse conquistado uma medalha, a de grande corredor, agora eu era um vencedor!!!.

 

Aquela palavra me moveu de forma positiva, porque acreditei nela, foi motivado, acreditei que era possível e corri atrás daquela simples vitória, que no meu peito fez uma grande diferença.

 

Vou te falar a verdade, é preciso acreditar, quantas vezes a gente tem sonhos, mas não acredita, ou se deixa derrotar antes mesmo de tentar!!!! Não é todas as vezes que se corre na ponta dos dedos, esperando a vitória. É certo, as vezes as pessoas se arrastam e não acreditam em nada e vão sem esperar chegar e sem afinco algum. Para se alcançar a vitória é preciso acreditar, acredite, seu inimigo vai cair.

 

A vitória é sua!!! Deixe esta palavra positiva entrar em seu coração. Qualquer um pode ser um vencedor, basta que se concentre as suas energias numa só direção, e acredite, mesmo contra os que não querem que você vença, mesmo contra as dificuldades e as barreiras. Porque quando a gente acredita, a gente aperta o passo, a gente se esforça mais, e a vitória vem na certa, acredite.

 

Assista um vídeo:

Por Daniel César:

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